REFLEXOES FINAIS
A Psicomotricidade Relacional surgiu através do trabalho de André Lapierre, na França. Durante anos de experiência com reeducação psicomotora de crianças que apresentavam "inadequação escolar", percebeu que a causa real e profunda do fracasso escolar eram problemas emocionais e conflitos mal resolvidos. Daí partiu-se para uma intervenção direta ao nível da criança, que permita estabelecer com ela uma relação de ajuda, cujo objetivo é o de favorecer a resolução de seus problemas relacionais. E assim iniciou-se um trabalho em creches, visto a importância desses primeiros anos de vida, que seriam à base da estrutura psicológica da criança, portanto um trabalho preventivo. A Psicomotricidade Relacional é uma prática educativa de indubitável valor terapêutico capaz de interessar qualquer profissional da educação, objetivos de educação, objetivos de educação global e preventivos. A Psicomotricidade Relacional tem como objetivo permitir à pessoa expressar suas dificuldades relacionais e ajudá-las a superá-las, especialmente a criança por utilizar o jogo como meio principal de expressão. Este campo não possui objetivos pedagógicos diretos, mas sim uma influência clara sobre as dificuldades de adaptação escolares e sociais, na medida em que estas estão diretamente relacionadas os fatores psicoafetivos relacionais. É importante estabelecer entre o adulto e a criança um diálogo autêntico, uma relação de pessoa a pessoa, na qual a criança tenha a oportunidade de exprimir suas fantasias e de liberar suas pulsões (mesmo as agressivas), com o máximo de permissividade e o mínimo de proibições. Situando essa relação no plano simbólico, utilizando toda a simbologia das posições do corpo, do olhar, do gesto, da mímica e da voz para provocar comportamentos de respostas nas crianças, ou para responder a seus desejos e fantasias.
Como nos diz André Lapierre
"A qualidade da vida é a qualidade do ser e não do ter". "O corpo fala e o corpo precisa falar."
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