O PAPEL FACILITADOR
O PAPEL DO FACILITADOR Uma construção com constantes reflexões
A intervençãodo facilitador está relacionada com situações em que o outro necessita de ajuda.
Devese propor a: Criar um nível de confiança favorecendoum espaço com possibilidade de projeções
Manter uma determinada ordem e cuidado com as crianças
Ter uma certa regularidade de horário e não permitir interferências externas durante o vivido corporal
O facilitador deve permitir e estimular nas vivências psicomotoras, um meio de abordar conteúdos: Afetivos, regressivos, sensuais.
O facilitador deve permitir e estimular nas vivências psicomotoras, um meio de abordar conteúdos: de rivalidade, de poder, etc.
Cabe ao facilitador favorecer o vivenciar do mundo interno através do “como se” e: Favorecer a manutenção do sentido da realidade através de contornos e limites
Modular e dinamizar o jogo para quea associação livre possa ocorrer sem entraves
É papel do facilitador apresentar-se como uma autoridade que: Insere o sujeito no simbólico sem que o registro lúdico não extrapole o simbolismo do jogo
Propõe pontuações verbais Ex.: uma criança senta no colo do facilitador (situação regressiva. Pode-se dizer: “como é bom brincar de ser bebê” e/ou “agora chega de colo!” Reforçar limites, sugerir algo...
É específico da ação do facilitador complementar o jogo do grupo ou do indivíduo, numa relação mais dual, assumindo o papel lúdico que lhe é sugerido
O facilitador joga com os personagens, transformando-se: Várias espécies de animais Ladrão, lutador, fantasma, gigante, conteúdo agressivo
No caso da agressividade: Decodificar o desejo que move a criança a utilizar uma conduta mais agressiva Encontrar um nível tônico mais forte para o confronto? Acriança precisa vencer algo que aquele personagem representa? Deve se deixar dominar? Ou...
É necessário mostrar que há uma força e uma autoridade efetiva na figura do adulto e que a criança não perde seu poder simbólico e pode referenciar e dar vazão simbólica sem passagem ao ato, às expressões do indivíduo? O facilitador deve: Ajudar a evolução do jogo espontâneo
Alternar momentos de espera e observação, provocando a criança com materiais e corporalmente
Em alguns momentos pode haver uma condução aberta como, por exemplo: brincar de bichos, fantasiar-se de algum personagem, visando estimular a cadeia simbólica a fluir.
Pode-se utilizar a música como um reforço para o dinamismo e/ou relaxamento do grupo
O facilitador pode iniciar o jogo fantasiando-se de algum personagem, como uma provocação que ele sabe que despertará alguma reação Lembrar: 1. Só se deve provocar reações que se é capaz de conter 2. As provocações devem ter um sentido, referenciar-se num projeto de intervenção, e não ser apenas “algo que se faz para ver no que vai dar”
Situações e jogos que se prolongam demais, correm o risco de cair no vazio repetitivo ou, ao contrário, perigam levar à perda dos contornos da realidade
Em termos gerais o papel do facilitador:
Para que:
Então: Lapierre (1986) explica que na Psicomotricidade Relacional a tarefa do facilitador é descobrir o tema sobre o qual o corpo está espontaneamente expressando. Nesse sentido, a Psicomotricidade Relacional potencia a comunicação do adulto com as crianças e a própria comunicação entre elas. Vygotsky (apud FALKENBACH, 2002) diz que o facilitador deve ajudar a criança a realizar tudo aquilo que ainda não é capaz de realizar sozinha. É necessário que o facilitador exerça um papel de mediador, seja para provocar a sua exteriorização, seja para dar segurança, seja para determinar limites à criança. Na relação do facilitador com a criança, o toque corporal é um forte aliado, pois com ele vínculos afetivos são estabelecidos, dando segurança e proporcionando ajuda à criança. “O papel do psicomotricista é de ajuda, entretanto ele também interage, sugere, propõe, estimula e escuta a criança” (NEGRINE, 2002, p.124). Segundo Cabral (2001), o papel do facilitador é o de dar contenção ao grupo e a cada um dos participantes, tendo em vista a dinâmica das relações; levar o vivido a se significar, isto é, o facilitador deve ler e decodificar a vivência dos participantes, buscando os sentidos dos jogos para que haja a intervenção; modular e dinamizar o jogo para que a associação livre possa ocorrer sem entraves. Por contenção devemos entender a participação e o envolvimento do facilitador na cena do jogo, estabelecendo um certo distanciamento, já que o facilitador deve manter a tranqüilidade e propiciar a segurança do grupo. Outro aspecto importante a ressaltar é que o facilitador deve apresentar-se e se portar como uma autoridade, pois ele, como representante da lei que insere os sujeitos no simbólico, deve ter o controle sobre o lúdico, para que este não extrapole o simbolismo do jogo, caso contrário os participantes se perderiam em seus fantasmas, dificultando, então, a sua elaboração e compreensão. Cabral (2001) define também como papel do facilitador o uso da verbalização, pois entende que a mesma relembra combinações, impõe limites, sugere atividades. Outra função do facilitador é participar do jogo do grupo ou de um indivíduo, assumindo o papel lúdico que lhe é sugerido. Após a compreensão do tema e do conteúdo dos atos expressos pelo sujeito no jogo, o facilitador intervém promovendo aos participantes da sessão a busca pelo prazer sensório-motor e a resignificação do vivido. Lapierre e Lapierre (2002) expõem que é através da leitura e decodificação da vivência do participante que o facilitador irá detectar, na medida do possível, os sentimentos conflituais reprimidos no inconsciente que provocam perturbações na vida afetiva e relacional da criança. Estes mesmos autores fazem pouco uso da comunicação verbal, pois acreditam que o indivíduo supra essa necessidade nas suas relações familiares e escolares, justificando essa postura porque acreditam que a comunicação não-verbal é melhor compreendida pela criança, pois o participante, muito antes de entender o conteúdo semântico da palavra, percebe o conteúdo afetivo através das tonalidades vocais e do acompanhamento corporal.
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