O PAPEL FACILITADOR

 

 

O PAPEL DO FACILITADOR

Uma construção com constantes reflexões

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A intervençãodo facilitador está relacionada com situações em

que o outro necessita de ajuda.

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Devese propor a:

Criar um nível de confiança favorecendoum espaço com possibilidade de projeções

Sessão 13_06_2007 (38)

Manter uma determinada ordem e cuidado com as crianças

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Ter uma certa regularidade de horário e não permitir interferências externas durante o vivido corporal

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O facilitador deve permitir e estimular nas vivências psicomotoras, um meio de abordar conteúdos:

Afetivos, regressivos, sensuais.

Sessão 18_4_2007 (187)Sessão 18_4_2007 (145)

O facilitador deve permitir e estimular nas vivências psicomotoras, um meio de abordar conteúdos:

de rivalidade, de poder, etc.

Cabe ao facilitador favorecer o vivenciar do mundo interno através do “como se” e:

Favorecer a manutenção do sentido da realidade através de contornos e limites

Modular e dinamizar o jogo para quea associação livre possa ocorrer sem entraves

É papel do facilitador apresentar-se como uma autoridade que:

Insere o sujeito no simbólico sem que o registro lúdico não extrapole o simbolismo do jogo

Propõe pontuações verbais

Ex.: uma criança senta no colo do facilitador (situação regressiva. Pode-se dizer: “como é bom brincar de ser bebê” e/ou “agora chega de colo!”

Reforçar limites, sugerir algo...

É específico da ação do facilitador complementar o jogo do grupo ou do indivíduo, numa relação mais dual, assumindo o papel lúdico que lhe é sugerido

O facilitador joga com os personagens, transformando-se:

Várias espécies de animais

Ladrão, lutador, fantasma, gigante, conteúdo agressivo

No caso da agressividade:

Decodificar o desejo que move a criança a utilizar uma conduta mais agressiva

Encontrar um nível tônico mais forte para o confronto?

Acriança precisa vencer algo que aquele personagem representa?

Deve se deixar dominar?

Ou...

É necessário mostrar que há uma força e uma autoridade efetiva na figura do adulto e que a criança não perde seu poder simbólico e pode referenciar e dar vazão simbólica sem passagem ao ato, às expressões do indivíduo?

O facilitador deve:

Ajudar a evolução do jogo espontâneo

Alternar momentos de espera e observação, provocando a criança com materiais e corporalmente

 

Em alguns momentos pode haver uma condução aberta como, por exemplo:

brincar de bichos, fantasiar-se de algum personagem, visando estimular a cadeia simbólica a fluir.

Pode-se utilizar a música como um reforço para o dinamismo e/ou relaxamento do grupo

O facilitador pode iniciar o jogo fantasiando-se de algum personagem, como uma provocação que ele sabe que despertará alguma reação

Lembrar:

1. Só se deve provocar reações que se é capaz de conter

2. As provocações devem ter um sentido, referenciar-se num projeto de intervenção, e não ser apenas “algo que se faz para ver no que vai dar”

Situações e jogos que se prolongam demais, correm o risco de cair no vazio repetitivo ou, ao contrário, perigam levar à perda dos contornos da realidade

Em termos gerais o papel do facilitador:

  • Participarde modo corporal
  • Utilizar a verbalização nos momentos oportunos
  • Estar de corpo e alma animando o jogo psicomotor
  • Compreender e desvelar o simbolismo expresso nas vivências

Para que:

  • Os participantes possam se dar conta de suas condutas e padrões relacionais
  • Busquem uma melhor situação de si frente a seus desejos, e a possibilidade de criar e simbolizar, como uma saída ou (re) significar algo

 

Então:

Lapierre (1986) explica que na Psicomotricidade Relacional a tarefa do facilitador é descobrir o tema sobre o qual o corpo está espontaneamente expressando. Nesse sentido, a Psicomotricidade Relacional potencia a comunicação do adulto com as crianças e a própria comunicação entre elas.

Vygotsky (apud FALKENBACH, 2002) diz que o facilitador deve ajudar a criança a realizar tudo aquilo que ainda não é capaz de realizar sozinha. É necessário que o facilitador exerça um papel de mediador, seja para provocar a sua exteriorização, seja para dar segurança, seja para determinar limites à criança.

Na relação do facilitador com a criança, o toque corporal é um forte aliado, pois com ele vínculos afetivos são estabelecidos, dando segurança e proporcionando ajuda à criança. “O papel do psicomotricista é de ajuda, entretanto ele também interage, sugere, propõe, estimula e escuta a criança” (NEGRINE, 2002, p.124).

Segundo Cabral (2001), o papel do facilitador é o de dar contenção ao grupo e a cada um dos participantes, tendo em vista a dinâmica das relações; levar o vivido a se significar, isto é, o facilitador deve ler e decodificar a vivência dos participantes, buscando os sentidos dos jogos para que haja a intervenção; modular e dinamizar o jogo para que a associação livre possa ocorrer sem entraves.

Por contenção devemos entender a participação e o envolvimento do facilitador na cena do jogo, estabelecendo um certo distanciamento, já que o facilitador deve manter a tranqüilidade e propiciar a segurança do grupo. Outro aspecto importante a ressaltar é que o facilitador deve apresentar-se e se portar como uma autoridade, pois ele, como representante da lei que insere os sujeitos no simbólico, deve ter o controle sobre o lúdico, para que este não extrapole o simbolismo do jogo, caso contrário os participantes se perderiam em seus fantasmas, dificultando, então, a sua elaboração e compreensão.

Cabral (2001) define também como papel do facilitador o uso da verbalização, pois entende que a mesma relembra combinações, impõe limites, sugere atividades.

Outra função do facilitador é participar do jogo do grupo ou de um indivíduo, assumindo o papel lúdico que lhe é sugerido. Após a compreensão do tema e do conteúdo dos atos expressos pelo sujeito no jogo, o facilitador intervém promovendo aos participantes da sessão a busca pelo prazer sensório-motor e a resignificação do vivido.

Lapierre e Lapierre (2002) expõem que é através da leitura e decodificação da vivência do participante que o facilitador irá detectar, na medida do possível, os sentimentos conflituais reprimidos no inconsciente que provocam perturbações na vida afetiva e relacional da criança.

Estes mesmos autores fazem pouco uso da comunicação verbal, pois acreditam que o indivíduo supra essa necessidade nas suas relações familiares e escolares, justificando essa postura porque acreditam que a comunicação não-verbal é melhor compreendida pela criança, pois o participante, muito antes de entender o conteúdo semântico da palavra, percebe o conteúdo afetivo através das tonalidades vocais e do acompanhamento corporal.