O MEIO AQUATICO

 

 

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO MEIO AQUATICO

A metodologia a ser proposta nesta prática está situada nos modelos relacionais de intervenção.

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PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS

A atividade terá um tempo de duração entre 30min a 45min. A aula será organizada respeitando a seguinte estrutura:

Ritual de Entrada: Caracteriza-se pelo momento de reunir as crianças dentro d´água em círculo, permitindo assim que todos se vejam, com o objetivo também de facilitar o processo de comunicação entre as crianças e o professor.

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No decorrer da aula propriamente dita, cada facilitador deverá potencializar na criança: adaptação ao meio, utilização dos diferentes materiais, deslocamentos onde possam vivenciar a relação entre: o espaço e seus esquemas de movimento.

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Ritual de saída: é dada às crianças a oportunidade de verbalizar sobre os seus jogos, exercícios e produções realizados durante a aula. E quando for dito que o jogo acabou todos deverão retornar à rodinha com os facilitadores os acompanhando.

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PAPEL DO FACILTADOR NO MEIO AQUÁTICO

O papel do facilitador também é uma construção a ser realizada e para tal, propõe-se algumas sugestões:

Receber os alunos sem rotulá-los, sem criar expectativas sobre como eles deveriam ser ou o que um adulto esperaria deles;

Ajustar-se às necessidades das crianças em meio aquático, possibilitando-lhes uma vivência baseada na:

  • Comunicação: menos linguagem verbal possível e mais expressa corporalmente.
  • Exploração corporal: atentando para as diferentes possibilidades de as crianças brincarem com os objetos, com o outro, consigo próprio, desafiando-se por sua própria conta e ritmo.
  • Vivência simbólica: representações mentais da criança, exteriorizando nas imitações prestigiosas dos seus fantasmas corporais, mesmo que essas representações de comportamento ainda não sejam as suas, mas sim aquelas que ela pode adquirir ao longo de um processo em vias de desenvolvimento.

 

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Em relação ao nível de intervenção existem duas vertentes: por um lado, procura-se suscitar idéias, propor, estimular, desafiar... a fim de provocar-lhes e exigir-lhes mobilidade, curiosidade e experimentação. Por outro lado, a afetividade, a ternura, baseadas no toque corporal são fundamentais. O toque corporal é a interligação da sua segurança emocional, que se inicia e se investe no processo da familiarização, adaptação e confiança deles com a e na água, com o mundo dos objetos e dos seres humanos que os rodeiam.

O importante não é somente o nível de intervenção, mas a disponibilidade corporal do professor ajustada ao nível de comunicação da criança, sentida pela criança através da maneira como é carregada, tocada, tonalidade da voz e direção do olhar.

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MATERIAL UTILIZADO

Mais importante que colocar materiais á disposição da criança é oferecer espaço para que ela possa exteriorizar com autenticidade e espontaneidade a sua expressividade motriz, algo que parta da sua busca inicial e exploratória, segundo suas necessidades e interesses do momento. Podemos oferecer: bolas, brinquedos, balões, pranchas entre outros materiais.

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REFLEXÕES FINAIS

O atendimento oferecido no CIEPRE na área da terapia corporal tem contribuído com o desenvolvimento de pesquisas em diferentes temas relacionado às necessidades educativas especiais. Podemos salientar algumas pesquisas que estão sendo desenvolvidas.

 DEIXAR A ÁGUA ATUAR

Significa atender a criança na sua totalidade corporal, motivando-a cumprir-se na sua aventura motora, no seu ritmo e na sua maneira própria, através dos feitos da água, com seus contatos dinâmicos, físicos e químicos;

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É enriquecer a motivação da criança para a realidade água, que deixada a atuar irá provocar-lhes e exigir-lhes mobilidade, curiosidade e experimentação, a fim de que manipulem essa água, a tratem e operem nela;

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É deixar a criança e a água se encontrarem, em reciprocidade, sintonia, afeto, possibilitando-lhe a descoberta de si com e na água, e com o contexto que a rodeia.

É ter disponibilidade corporal, permitindo ser tocado e tocar, ser observado e observar... a criança na sua liberdade recíproca do “deixar acontecer” (água-criança);

 

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É motivar as crianças pra o seu desenvolvimento Global, num domínio progressivo do seu novo ambiente aquático, em adaptação e descoberta de si, empenhando seus respectivos pais neste processo, através da proximidade corporal, afetiva e perspectiva;

 

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E não é propósito desta atividade propor finalidades natatórias.

 

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